As razões que levam profissionais a não se 'desligarem' do trabalho nos momentos de folga

05/11/2016


Traci Fiatte gosta de checar seus emails no domingo à noite. Para ela, isso a ajuda a se preparar para a semana à sua frente.

Mas a empresária e presidente da agência de empregados Randstad percebeu há cinco anos que suas tendências workaholic tinham efeitos negativos em seus funcionários.

"Percebi que muitos deles não almejavam uma promoção por medo de comprometer suas vidas pessoais - algo que eu estava fazendo", conta. Assim como ela, muitos de nós estamos cada vez mais ligados no trabalho em momentos em que deveríamos curtir nossas horas de lazer.

Em uma pesquisa da Associação Americana de Psicologia (APA, na sigla em inglês), realizada em 2013, mais da metade dos entrevistados contou que checa suas mensagens de trabalho pelo menos uma vez por dia durante fins de semana, férias ou até quando estão afastados por licença médica.

Mas para David Ballard, diretor-executivo de excelência organizacional da APA, nem sempre esse hábito é prejudicial. Muitos dos mesmos entrevistados na sondagem se disseram satisfeitos com a capacidade de combinar a carreira com a vida pessoal. Cerca de 71% revelaram estar em controle sobre suas horas de trabalho, enquanto 56% contaram que a tecnologia os ajuda a cumprir suas tarefas. "Esse aspecto positivo foi uma surpresa", admite Ballard. "As pessoas relataram uma maior produtividade, mais flexibilidade e uma facilidade maior de concluir seus afazeres." Importância e valorização Chris Hale, fundador da empresa de contabilidade Kountable, afirma não se importar em se manter a par dos assuntos do escritório durante as férias porque isso o permite manter o negócio em andamento enquanto ele curte a companhia dos amigos e familiares.

No ano passado, durante férias a bordo de um iate, ele precisou atender a chamada de um investidor. Sem um lugar tranquilo para conversar, acabou se instalando em um dos botes salva-vidas. "Acho que ficaria louco se tivesse que trabalhar nos 'horários normais'", diz. Estar disponível a todo momento faz com que algumas pessoas se sintam cruciais para a empresa, segundo o coach de carreiras Craig Dowden, de Toronto, no Canadá. "Para esses indivíduos, aquela luzinha piscando no celular significa 'sou importante'. É uma massagem no ego", afirma. Além disso, avalia Fiatte, muitos jovens trabalhadores valorizam o imediatismo e preferem responder às mensagens assim que as recebem. Uma das diferenças entre sentir- se sobrecarregado ou tranquilo com a cultura do "plantão permanente" pode estar no fato de se sentir responsável pela empresa.

Quando Tom Cridland começou sua grife em Londres, há dois anos, ele sentia que nunca podia desligar. "Eu dava uma enorme atenção a cada email recebido, mesmo que fosse sábado à noite", lembra. Somente quando sua namorada se juntou ao negócio como sócia, Cridland começou a sentir um equilíbrio maior entre a vida pessoal e o trabalho. Clareza do chefe Para outras pessoas, no entanto, estar sempre à disposição é algo que aparentemente todo chefe espera que aconteça.

"Cabe às empresas reforçar ou não a mensagem de que seus funcionários devem estar sempre conectados", afirma Dowden.

Como a tecnologia permite que trabalhemos de qualquer lugar, a qualquer hora do dia, há muitas dúvidas em relação ao que é um dia "típico" de trabalho. Um problema é aquele chefe que manda emails durante as horas de descanso, sem dizer quando precisa da resposta.

Em situações como essa, tendemos a imitar o comportamento de nossos superiores. E com a pressão por desempenho, o trabalho em colaboração com países de diferentes fusos-horários e uma nova geração de funcionários dispostos a ignorar os limites entre carreira e lazer, a expectativa de que devemos estar em plantão permanente só tende a crescer.

Em 2014, 42% de trabalhadores entrevistados por uma pesquisa da Randstad indicaram que se sentiam na obrigação de verificar seus emails durante as folgas; 45% se disseram compelidos a responder a uma mensagem dentro de poucas horas; 47% não se sentiam culpados de trabalhar mesmo doentes.

Um estudo da mesma empresa realizado um ano depois revelou que cerca de 30% dos trabalhadores tiveram que cancelar suas férias planejadas por causa do trabalho.

Mas a verdade é que estar disponível a todo momento talvez não precise ser algo indispensável. Quando Fiatte percebeu que seus emails fora de hora assustavam os funcionários, iniciou um esforço com sua equipe de gerentes para que todos fossem mais claros sobre quais mensagens são urgentes.

Ela ainda trabalha nos domingos à noite, mas só manda emails na segunda-feira de manhã. Quando há uma emergência, a empresária simplesmente faz alguns telefonemas.

Além disso, hoje Fiatte incentiva abertamente seus funcionários a se desligarem durante as férias.

Fonte: BBC Brasil

Novembro azul contra o Câncer de próstata

01/11/2016


A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A próstata produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozóides, liberado durante o ato sexual.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos e considerando ambos os sexos é o quarto tipo mais comum e o segundo mais incidente entre os homens. A taxa de incidência é maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.

Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.

Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ ) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.
Estimativa de novos casos: 61.200 (2016 - INCA)
Número de mortes: 13.772 (2013 - SIM)

Prevenção

Já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas não-transmissíveis. Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.


A idade é um fator de risco importante para o câncer de próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam significativamente após os 50 anos.


Pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos pode aumentar o risco de se ter a doença de 3 a 10 vezes comparado à população em geral, podendo refletir tanto fatores genéticos (hereditários) quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias.

Sintomas

Em sua fase inicial, o câncer da próstata tem evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou a noite). Na fase avançada, pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.


Detecção precoce

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a detecção precoce de um câncer compreende duas diferentes estratégias: uma destinada ao diagnóstico em pessoas que apresentam sinais iniciais da doença (diagnóstico precoce) e outra voltada para pessoas sem nenhum sintoma e aparentemente saudáveis (rastreamento). A decisão do uso do rastreamento do câncer de próstata por meio da realização de exames de rotina (geralmente toque retal e dosagem de PSA) em homens sem sinais e sintomas sugestivos de câncer de próstata, como estratégia de saúde pública, deve se basear em evidências científicas de qualidade sobre possíveis benefícios e danos associados a essa intervenção. Por existirem evidências científicas de boa qualidade de que o rastreamento do câncer de próstata produz mais dano do que benefício, o Instituto Nacional de Câncer mantém a recomendação de que não se organizem programas de rastreamento para o câncer da próstata e que homens que demandam espontaneamente a realização de exames de rastreamento sejam informados por seus médicos sobre os riscos e provável ausência de benefícios associados a esta prática.

Diagnóstico

Achados no exame clínico (toque retal) combinados com o resultado da dosagem do antígeno prostático específico (PSA, na sigla em inglês) no sangue podem sugerir a existência da doença. Nesses casos, é indicada a ultrassonografia pélvica (ou prostática transretal, se disponível). O resultado da ultrassonografia, por sua vez, poderá mostrar a necessidade de biópsia prostática transretal. O diagnóstico de certeza do câncer é feito pelo estudo histopatológico do tecido obtido pela biópsia da próstata. O relatório anatomopatológico deve fornecer a graduação histológica do sistema de Gleason, cujo objetivo é informar sobre a provável taxa de crescimento do tumor e sua tendência à disseminação, além de ajudar na determinação do melhor tratamento para o paciente.



Tratamento

Para doença localizada, cirurgia, radioterapia e até mesmo observação vigilante (em algumas situações especiais) podem ser oferecidos. Para doença localmente avançada, radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal têm sido utilizados. Para doença metastática (quando o tumor original já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento de eleição é a terapia hormonal.


A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após discutir os riscos e benefícios do tratamento com o seu médico.

Câncer de próstata

Dicas para criar um ambiente de trabalho atrativo e agradável mesmo diante à crise

31/10/2016


Há tempos, a busca por grandes salários já não é mais a prioridade dos profissionais brasileiros. Hoje, eles querem muito além disso. Poder contar com um ambiente de trabalho favorável ao seu desenvolvimento, que traga desafio compatível com seus conhecimentos e habilidades, que o permita ser produtivo e que tenha liberdade para expressar suas opiniões, estão entre as prioridades.

Diante deste cenário, para reter e conquistar novos talentos, formando equipes altamente produtivas e motivadas, que vão impactar diretamente nos resultados dos negócios, as empresas têm que correr atrás para se adaptar e oferecer o que esses profissionais tanto almejam, conquistando um lugar entre as melhores empresas para se trabalhar.

Mas como fazer isso, ainda mais agora diante à crise econômica que assola o país? Seguem algumas dicas de iniciativas que podem ser feitas, mesmo sem grandes investimentos.

Crie um ambiente de trabalho favorável: o ambiente tem que permitir e incentivar a criatividade e a produtividade, por isso, abra um canal de comunicação com seus colaboradores e faça eles se sentirem parte da empresa, com liberdade para opinar. Incentive o relacionamento entre colegas promovendo ações de aproximação, isso ajuda a quebrar o gelo e gera um ambiente colaborativo, além de causar um sentimento de equipe;

Transparência: as empresas devem ser francas ao transmitir para os funcionários seu real cenário de negócio e estratégias. Também deve ficar claro o que elas esperam dos seus profissionais;

Elogie e Reconheça: é preciso ser sincero com os colaboradores sobre sua performance. É importante pontuar todos os aspectos que o mesmo precisa aperfeiçoar,ao mesmo tempo, é fundamental reconhecer sua boa performance, agradecendo em público sua participação para a evolução dos negócios. Assim eles se sentirão parte da engrenagem que faz a empresa funcionar;

Ofereça benefícios diferenciados: hoje, as pessoas buscam benefícios não peculiares. Bons planos de saúde, de seguro de vida, etc., já não são suficientes e cederam lugar a horários flexíveis para investir em estudos, e/ou poder trabalhar em home-office;

Utilize ferramentas de gestão estratégica: atue com ferramentas que ajudem os colaboradores se auto-gerirem, que permita que eles vejam claramente seus desafios, suas metas, e que facilitem seu cumprimento,. Isso vai ajudar a criar programas de premiação e meritocracia coerentes e equilibrados;

Se adapte às novas gerações de profissionais: As gerações, Y e Z trouxeram novos comportamentos ao mercado de trabalho. Elas querem liberdade para expressar sua opinião e não abrem mão dos seus valores. Então, mais do que nunca, as empresas precisam se adaptar a essa realidade criando novos modelos de gestão de pessoas, que sejam aderentes às expectativas desses jovens.

Fonte: Rhevistarh



Informe abaixo seu email e receba nossas novidades

Todos os direitos reservados - 2016